sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Namorar, ficar e transar ?


Namorar, ficar e transar ?

 O homem um ser social  
O ser humano foi criado para viver em comunhão: primeiro, com o seu Criador (relação vertical); e, depois, com os seus semelhantes (relação horizontal). Na verdade, esse é o plano divino para nossas vidas. Foi o próprio Senhor Deus quem declarou: "Não é bom que o homem esteja só..."(Gn. 2: 18). Lemos, ainda, na Sua Palavra que "Melhor é serem dois do que um..." (Ec 4:9). Portanto, a solidão se opõe ao plano divino, e, por isso mesmo, resulta em várias feridas na alma, tais como: sentimento de desconforto, de inutilidade; auto-estima baixa; depressão; ausência de laços afetivos; prostração; e, até mesmo, saudade.
Para vencer a solidão, precisamos de amizade, simpatia, empatia, cooperação, namoro, casamento. Sentimos necessidade de amizade verdadeira, de alguém que chegue quando todos saem, isto é, alguém que permaneça ao nosso lado quando mais ninguém está. Mas, por outro lado, a solidão não pode levar a pessoa a aceitar qualquer tipo de relacionamento. Quantas vezes já se ouviu: "Ruim com ele (ela), pior sem ele (ela)..." ? Obviamente tal afirmativa não pode expressar uma verdade, não é mesmo?
   
 O que é ficar ?
Atualmente, a palavra "namoro" está fora de moda...para alguns. Agora, a maioria adolescentes e jovens "ficam". O que é há de diferente?
Já vimos que o namoro é um momento muito importante na vida da pessoa. ficar, segundo o que os jovens definem é “passar tempo com alguém, sem qualquer compromisso. Pode, ou não, incluir intimidades, tais como: beijos, abraços e mesmo, relações sexuais." Portanto, o ficar nada tem a ver com o namorar. Infelizmente, quando um jovem fala sobre "namoro", no sentido sério da palavra, torna-se, muitas vezes, alvo de piada e gozação, por parte dos colegas. Isso é um resultado (da distorção dos valores morais que vem sendo feita, principalmente pelos meios de comunicação). Nossos jovens sofrem a influência da mídia que apregoa a sensualidade e a liberação dos impulsos, sem censuras como forma de atuação prazerosa e mais autêntica, mais satisfatória. Tal comportamento leva à promiscuidade sexual, com suas tristes conseqüências.
Na década de 60 (no Brasil, a partir de 70/80), começou uma revolução sexual na Europa, enfatizando que homens e mulheres podiam desfrutar de direitos iguais, inclusive no "sexo livre". O que importava era a satisfação pessoal; a sensação do momento, sem a necessidade de qualquer ligação de sentimentos entre os parceiros. A queda, de lá para cá, foi vertiginosa e, assim, o namoro foi sendo deixado de lado e houve grande adesão ao ficar. Os jovens são pressionados a abandonar hábitos conservadores e a adotar as práticas pecaminosas ditadas pela cultura social.
Embora, aparentemente, haja muitas vantagens no “ficar", as desvantagens, especialmente para a mulher, são inúmeras também. Entre elas, podemos mencionar o fato de que ela vai ficar mal vista, mal falada, vai estar sujeita a uma gravidez indesejada, enfim muitas são as tristezas. É importante que você, mulher, se lembre de que não é um objeto descartável: usado agora, jogado fora depois. Infelizmente, os jovens evangélicos são alvo da mesma pressão e da mesma gozação. Por isso, apenas uma minoria discorda dos padrões e das práticas pecaminosas ditadas pela cultura secular. Os jovens -homens e mulheres -principalmente os que querem levar Deus a sério em suas vidas, precisam observar, cuidadosamente, o que Ele diz em Sua Palavra, antes de envolver-se com alguém. É óbvio que o "ficar" não deve ser uma prática para esses jovens.
   
 E o transar ?
Este é um tema que tem sido alvo de muitos debates e discussões. Parece que agora, é muito "careta" quem não transa, não é mesmo? Por isso, as pessoas que ainda querem ser sérias nos seus relacionamentos, acabam passando por situações bem desagradáveis. São objeto de gargalhadas de ironias, de dúvida por parte de colegas, de escola ou de trabalho - de pessoas mais velhas e - pasmem! - de ”irmãos e irmãs” da igreja. Além disso, as jovens ficam com medo de "perder" aquele rapaz "lindo e maravilhoso" e cedem à tentação, quando ele diz: "Querida, prove que me ama realmente e transe comigo... "Este é o golpe mais velho e mais baixo que existe! Ele, na verdade, não a ama, não está nem um pouco preocupado com ela nem com as conseqüências que ela - apenas ela - vai enfrentar! Ele só quer se divertir com o corpo dela! A única resposta para esse convite é a mesma de sempre: "Se você realmente me ama, poderá esperar pelo casamento.” Muitos jovens cristãos acabam cedendo às pressões da mídia , dos colegas, dos amigos e começam a achar que o que todo mundo faz é que está certo e que eles não podem se apresentar como seres alienígenas. Passam a viver "uma vida dupla: na igreja, são os 'certinhos'; fora dela, agem conforme seus desejos mandarem."
Mas a Palavra de Deus condena o "transar", pois afirma que a relação sexual é um privilégio do casamento. Na verdade, ela é a terceira etapa, e não a primeira.  "Em Gn. 2:24, lemos: 'Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.' Desde Adão e Eva, o próprio Deus ordenou que houvesse uma formalização do compromisso matrimonial, através do 'deixar pai e mãe', com a bênção destes que são autoridades, sobre nós, enquanto solteiros. Além destas autoridades, devemos obediência às leis do nosso país. Num segundo passo, o homem 'se une à sua mulher'. A referência é àquela mulher com quem vai se casar, e não a qualquer mulher que se olhar na rua. Assim, numa terceira etapa, os dois serão 'uma só carne'. Só após as duas primeiras terem sido cumpridas, é que vem a hora da relação sexual, e não antes. Esta idéia existe tanto no Velho como no Novo Testamento, pois este versículo é citado por Jesus (Mt. 19:5) e por Paulo (I Co. 6: 16)."
Deus não estimula, de jeito algum, a "transa". Muito pelo contrário. Várias passagens bíblicas, condenam o relacionamento sexual fora do casamento: At. 15:29; 21 :25; I Co. 6: 13-18; II Co. 12:21; I Ts. 4:3- 5. Entretanto, Hb. 13:4, Deus valoriza o casamento. Lemos ali: "Digno de honra entre todos, seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros". Deus também aprova a relação sexual dentro do casamento. "Para o povo judeu, a relação sem pecado, era aquela em que as pessoas entravam virgens para o casamento, como descrito em Dt. 22:13-21."
Querida jovem, sei que você precisa de muita força para enfrentar tudo o que o mundo está exigindo e oferecendo para você. Entretanto, procure se fortalecer com a Palavra de Deus, ocupar sua mente e seu tempo com coisas boas e aceitar o desafio de ir contra a maioria. Lembre-se de que quando sabemos que somos amados pelo que somos, e não pelo nosso físico, tornamo-nos mais saudáveis mentalmente e nos expressamos mais livremente, porque já não tememos a rejeição. já não precisamos nos preocupar em como vamos agradar o nosso companheiro. Lembre-se. também do que dizem as Escrituras em Eclesiastes 12:1 "Não deixe o entusiasmo da mocidade fazer com que você esqueça seu Criador. Honre a Deus enquanto você é jovem, antes que os dias maus cheguem, quando você não vai mais ter alegria de viver." 

 A oração ainda é essencial
Depois de considerar, racionalmente e não emocionalmente apenas, se a pessoa que você escolheu é alguém com quem você gostaria de passar toda a sua vida leve o assunto para Deus em oração. Há um hino que diz que não precisamos perder a paz quando levamos nossos problemas ao nosso amigo Jesus, pois Ele sempre nos atende em oração. Espere pelo Senhor (Salmo 27: 14). Ele sempre sabe o que é melhor para você. Nunca tome uma decisão nunca inicie um envolvimento sem ter certeza de que Deus está abençoando esse relacionamento, de que é aprovado por seus pais e de que você ama realmente aquela pessoa. Com certeza, você será bem sucedida na escolha que fizer.

 O fim do namoro é o casamento
A finalidade, o objetivo do namoro é o casamento; mas o casamento não é o fim do namoro. Na verdade, o namoro deve continuar pelo resto da vida a dois. O namoro continua sendo muito importante dentro do casamento. Quando o fim do namoro é o casamento, grandes são as chances desse casamento desmoronar.
É interessante que, durante o período de namoro, muitas são as juras de amor eterno, os presentes, os programas, as roupas bonitas, os penteados cheios de cuidados, os perfumes, as gentilezas etc. Entretanto, aqueles que consideram que o fim do namoro é o casamento, abandonam todas ou quase todas essas práticas e passam a agir de modo totalmente inverso! Essa é uma das razões pela qual os casamentos acabam durando muito pouco. É preciso continuar perdoando, amando, protegendo e valorizando o cônjuge. Muitos maridos passam a agir exatamente como agiriam após haverem "transado" com a namorada - isto é, passam a tratar a esposa com indiferença, sem qualquer interesse nela. Por outro lado, as mulheres também, muitas vezes, perdem todo o encanto, pois já não se arrumam como se arrumavam, já não usam aquele perfume que o namorado tanto apreciava (quando não ficam mal-cheirosas), esquecem-se de que o seu corpo é "o templo do Espírito Santo" e deixam de cuidar dele, tornam-se relaxadas com tudo. Tanto o marido como a mulher precisam estar atentos para que o namoro tenha sua continuação no casamento. Esposas continuam gostando de ganhar um presente, de receber flores, de sair para jantar, de ouvir elogios sobre sua aparência etc., exatamente como quando eram namoradas. Os esposos, por sua vez, continuam gostando de ver sua "namorada" com os cabelos penteados, limpas, cheirosas, de comer algo feito especialmente para ele, de ouvir palavras de amor. "Lembre-se de que a frase Eu amo você! , dita sincera e freqüentemente, afofa o terreno do relacionamento e pré-dispõe o aprofundamento de raízes.
Sylvia Oliveira Nocetti

Qual o seu caminho!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pr. Rubens Teixeira contesta artigo de Jornalista da ‘Época’ onde diz que evangélicos não respeitam ateus

A forma preconceituosa e intolerante do texto escrito pela jornalista expõe os próprios ateus.
No dia 14 de novembro do site da Revista Época publicou o artigo “A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico”, de autoria da jornalista Eliane Brum. O texto tenta mostrar ao leitor que os ateus são tratados com intolerância pelos evangélicos do Brasil.
Eliane Brum reproduziu em sua parábola, o diálogo travado entre um taxista evangélico e sua passageira, uma jornalista ateia. O texto vem  rendendo-lhe críticas por parte de evangélicos, devido à maneira como a questão foi tratada por ela.
O economista e pastor Rubens Teixeira, da Assembleia de Deus no Rio de Janeiro, postou em seublog um vídeo no qual contesta o  artigo  escrito pela jornalista.
Para ele, a jornalista foi infeliz e expôs os próprios ateus, pois, por conter na essência do texto um preconceito contra os evangélicos, ela deixou brechas para alguns fazerem um péssimo e generalizado juízo contra os ateus.
Abaixo a íntegra da gravação:
“Eliane Brum, li sua matéria intitulada “A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico” publicado no site da Revista Época, em 14/nov/11. De imediato, respeito suas opiniões lá contidas e a sua fé de que Deus não existe, embora discorde dela. Digo que o ateísmo é uma forma de fé, por não se conseguir provar que Deus existe ou não, e, cientificamente, é possível a prova da existência ou não de algo, ao contrário do que muitos afirmam. Basta lembrar dos símbolos de ‘existe’ e ‘não existe’, muito usados na física, na matemática e em outras ciências. Tenho certeza que Deus existe. Eu falo sempre com Ele e Ele comigo. Assim, eu creio que Deus existe por fé. Você crê que Ele não existe, também por fé.
Imagine que moramos em uma rua, eu, você e muitas outras pessoas e alguém passa a anunciar que na primeira casa da rua agora mora o senhor José. Nós podemos acreditar que é verdade, mentira ou desprezarmos o tema, mas, se formos honestos, nada poderemos afirmar se não conferirmos. Assim é Deus. Você pode acreditar que Ele existe ou que ele não existe. Mas para afirmar, tem de conferir. Afirmarmos sem conferirmos pode ser interpretado como uma atitude leviana. Ele não existirá ou deixará de existir apenas por conta da nossa opinião.
Imagine que as igrejas afirmam que Deus existe e várias pessoas vão lá e confirmam tal afirmativa, que tiveram experiência com Ele, foram curadas, foram confortadas, transformadas, enfim. Essas pessoas estariam mentindo? Será? Você não acha que as pessoas que buscam uma experiência com Deus, se verificassem que isso fosse uma farsa não sairiam denunciando a enganação?
Se Deus não existisse, as igrejas seriam o maior laboratório de comprovação da inexistência dEle, pois elas anunciam Sua existência. As pessoas que para lá se dirigem com o objetivo de encontrar Deus, se concluíssem que isto não fosse verdade, sairiam das igrejas afirmando que Deus não existe ao serem frustradas no desejo de conhecê-Lo.
Eu sigo o Evangelho de Jesus Cristo. O significado de evangelho, para nós, é boas novas. Acho extraordinário e isso me encoraja a compartilhar com as pessoas que eu gostaria que o conhecesse. Por isto os evangélicos, felizes com o que seguem, gostam de compartilhar com ouras pessoas. Lógico, até o limite que o ouvinte se disponha a ouvir. Não pode ser algo forçado.
Em sua parábola, você diz que certa jornalista puxou conversa com um taxista. Ora, quem procura conversar com alguém que está calado, deve ter a disposição de ouvir o interlocutor, do jeito que ele é. Se você inicia um diálogo para ouvir o que você gostaria, é melhor fazer o crivo de qual sejam as opiniões do seu interlocutor e, percebendo contrariedades, encerrar a conversa, o quanto antes. Do contrário, muito provavelmente você vai ouvir algo que discorda. Se você não gostar de ser contrariada, o melhor é manter o silêncio preventivo. Não podemos nos sentir desrespeitados só porque fomos contestados.
Nós evangélicos, cremos que estaremos salvos da condenação eterna pelos nossos pecados, através de Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou para nos garantir a salvação. Não é pelas obras que estaremos salvos. O taxista estava certo ao fazer esta afirmação. A forma de falar, cada um tem a sua. Como você demonstrou seu estilo neste artigo, o taxista e as demais pessoas também têm os seus.
A jornalista de sua parábola  disse que não quer ser salva. Acho que o termo salvação denota escape de algo ruim. Não sei realmente a extensão dessas  palavras. Não sei como argumentar com relação a isso.  Ela realmente não quer mesmo ser salva? Declarou isto por ironia? Seria respeitoso? Se não formos claros, tolerantes e respeitosos, pareceremos dois surdos, de costas, conversando.
Para compor sua parábola, você selecionou uma pessoa simples e concluiu coisas que  o taxista  não estava dizendo. Ele dizia uma coisa e a jornalista, estabelecendo hipóteses, seguiu a conclusão que favorecia seu desfecho. Ou seja,  avocou  para si o direito de dizer qual é a opinião do taxista, sem preocupar-se exatamente qual seja a mensagem que ele pretendia passar  e qual o contexto que ele considerava em suas mensagens. Quando agimos assim, além do preconceito, estamos demonstrando pouca sensibilidade ao que as pessoas pensam. É como se nós é quem dizemos o que as pessoas estão pensando, não elas mesmas. Não é isto um comportamento inadequado para um pensamento honesto, tolerante e justo?
Quando alguém fala algo para nós, devemos identificar como esta pessoa contextualiza e o que ela pretende que nós entendamos, não o que nós queremos entender para concluirmos o que queremos, em especial quando nossas palavras agridem uma ou mais pessoas. Você disse que Jesus pregava tolerância. Sim, tolerância às pessoas, não aos erros. Seria bom você meditar sobre este tema: tolerância.
Quando convidamos alguém para ir à igreja, é um ato de carinho e consideração. Não uma ofensa. Quando alguém sente-se ofendido, é uma inversão de sentido que parte de quem se ofende. Já imaginou se eu me ofendesse quando um católico me convidasse a ir em sua igreja? Ou mesmo se um agnóstico me chamasse para uma reunião? Ele está me chamando para um ambiente nobre para ele.
A tolerância e o respeito ao direito dos ateus e crentes, de um modo geral, de crer ou não crer em algo, é uma premissa do evangelho. A aceitação do evangelho só tem valor se for voluntária. A Bíblia fala isto. Portanto, quem faz diferente está errado.
Tenho muitos vídeos na internet falando sobre temas variados. Algumas pessoas podem discordar de opiniões que apresento nos vídeos. Isto é normal. Contudo, pessoas que se identificam como ateus, por vezes, me ofendem, com argumentos frágeis, genéricos e de forma arrogante, demonstrando preconceito, por intermédio de vídeos, e-mails ou Twitter. Contudo, há outros que se identificam como ateus que mandam e-mails contestando-me, sem me ofenderem. Apenas apresentam suas opiniões. Fico feliz ao recebê-los. Não me sinto ofendido.
Assim, as ofensas a mim dirigidas pela internet não me dão o direito de dizer que os ateus são intolerantes, arrogantes ou preconceituosos. Posso dizer que são alguns poucos, mas conheço muitos outros que toleram e respeitam a minha fé. Eu também os respeito. Eles têm o direito de acreditar no que quiserem e eu também. Busco confirmações de tudo que eu acredito. Eu mesmo investigo e atesto o que acredito, falo e sigo a respeito da minha fé.
Aumento ou diminuição do número de crentes ou ateus, não ameaça nem privilegia um ou outro grupo para fins de liberdade de opinião, expressão ou religiosa. Conflitos de opiniões há entre famílias, amigos, colegas, torcedores, etc. Você elegeu um dos muitos temas, focos naturais e históricos de discordâncias, colocando a discordância como forma de preconceito ou ofensa, quando as coisas não são bem assim. Há mais discussões, debates, brigas e até mortes, no Brasil, por conta de rivalidades no futebol do que entre religiosos e ateus. Você exagerou um pouco aí, não acha?
Com relação às mudanças sociológicas, culturais, sabemos que no mundo inteiro, no espaço e no tempo, isso é uma dialética continuada. Não há muito o que fazer, apenas tentar influir da melhor maneira, sempre com tolerância e respeito.
Evangélicos pentecostais, neopentecostais, tradicionais, são todos evangélicos. Um evangélico reconhece outro pela sua profissão de fé, não pelo nome da sua igreja. Você associa os neopentecostais ao capitalismo. E os ateus, seriam o que, socialistas? Qual seria a melhor associação fé versus sistema político-econômico? Tem algo a ver esta análise? Acho que ficaram confusas as coisas aí. Tudo bem. Vamos deixar para lá este ponto.
Em seu texto, você afirma que vender produtos religiosos para ateus é como vender gelo para esquimó. Não, não é. Esquimó provavelmente não compraria gelo porque ele tem em excesso o produto que lhe seria vendido. Por outro lado, ateus não possuem artigos religiosos por falta de interesse, não por terem em excesso. Há uma diferença fundamental aí. Comparação boa seria, por exemplo, você dizer que oferecer drogas, vícios ou prostituição para evangélicos é o mesmo que oferecer esgoto como alimento para alguém saudável.
Com relação a ser ateu ou agnóstico, acho que ateus afirmam que Deus não existe, sem provar. Possuem uma forma de fé. Agnósticos, não afirmam se Deus existe ou não. Acho mais razoável ter dúvida do que afirmar algo sem ter comprovação, a menos que seja por fé, que deve fundamentar-se em algo, pelo menos para si mesmo. Aos agnósticos, eu aconselho a continuarem investigando sobre a existência de Deus.
A matéria faz referência a muitos prêmios jornalísticos que você recebeu. Cumprimento-a por cada um deles. Contudo, você faz uma afirmação ao final que me deixa muito preocupado, em especial porque a sua profissão lida com informação. Você afirma que “Se Deus existe, que nos livre de sermos obrigados a acreditar nele”.
Ora, se Deus existe, por dever de verdade, devo afirmar que Ele existe. Se eu admito a hipótese de Ele existir e quero o direito de dizer o contrário, ou seja, o que não seria verdade, deixa de ser uma dúvida, um questionamento, mas sim um pleito por um direito de negar uma verdade. Isto é algo inadmissível para a ciência, para a fé e, profissionalmente, extremamente pernicioso quando se trata da profissão de jornalista, como para todas as demais.
Como tenho um ânimo muito forte de achar que você é uma pessoa que luta para ser honesta e ter boa fé, só me resta ser generoso e acreditar firmemente que você tenha  se colocado muito mal neste seu artigo. Você generalizou uma leitura preconceituosa contra evangélicos e deixou muitas brechas para alguns, desprevenidos, fazerem um péssimo e generalizado juízo contra os ateus, ainda que de forma injusta para muitos.
Parabéns pelas suas qualidades!
Muito obrigado pela sua atenção!
Rubens Teixeira”

EXPRESSO JOVEM




Você é Jovem? Tem mais de 19 anos? Tá interessado num super papo sobre vocação e futuro? Então você não pode ficar de fora do Primeiro Expresso Jovem, uma iniciativa da JMM Jovem em parceria com aJUBAM, que abrirá um espaço dinâmico pra um papo afinado sobre vocação. Acontecerá no dia 3 de Dezembro, a partir das 16h, na Primeira Igreja Batista do Barreiro em Belo Horizonte. Além desse papo, vai rolar um acústico da Banda JUBAM.
E pra encerrar a noite vai rolar um City Tour* Noturno em três lindos pontos turístico de Belo Horizonte (Lagoa da Pampulha;Praça da Liberdade e Praça do Papa). Na Praça do Papa vamos terminar nosso passeio com delicioso “Lual”, uma roda de louvor e adoração pela nossa juventude.
Anime os jovens da sua região e venha passar essa tarde conosco!
Para inscrever os jovens da sua Igreja, Clique Aqui

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Igreja Produz Filme Que Retrata Histórias De Jovens Que Abandonam A Fé Ao Ingressarem Na Faculdade

Igreja Produz Filme Que Retrata Histórias De Jovens Que Abandonam A Fé Ao Ingressarem Na Faculdade

Segundo dados de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos e no Brasil com jovens cristãos que entram para a faculdade, 58% se afastam da fé cristã durante o curso, por diversas circunstâncias, e entre os motivos, estão a falta de tempo e a fartura de convites para festas e baladas.
O MEC divulgou recentemente dados do ensino superior no Brasil. Em 2001, a quantidade de universitários no país era de 3 milhões, e uma década depois, esse número mais que dobrou, passando a 6,3 milhões de estudantes matriculados em universidades públicas e privadas.
Preocupados com o afastamento dos jovens cristãos ao ingressarem na faculdade, e cientes de que com o crescimento do número de jovens que ingressam em instituições de ensino superior esse afastamento tende a ser mais dramático ainda, a Igreja Assembleia de Deus em Imperatriz, no Maranhão, produziu um filme que retrata a história de uma jovem evangélica que se matricula em uma faculdade e se afasta dos ensinamentos cristãos ao longo dos anos.
A ideia surgiu após o jovem Luaran Lins observar os dados da pesquisa e procurar o Pastor da AD em Imperatriz, Raul Cavalcante. O filme “Renúncia: suas escolhas definem seu futuro” praticamente reproduz o que a pesquisa constatou: conta a trajetória de uma jovem que ao entrar para a faculdade, passa a frequentar festas e bares, e se afasta da fé.
O lançamento do filme, que segundo informações do Inforgospel é o primeiro produzido pela Assembleia de Deus, ocorrerá no dia 23/11, no auditório do Palácio do Comércio, em Imperatriz do Maranhão. O filme será distribuído pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), junto com um livro que contém a história do filme e um CD com a trilha sonora. “O objetivo é que o filme percorra todo o país como instrumento de evangelização, principalmente, nas escolas e faculdades”, afirma Luaran.
Assista ao trailer:Assista ao trailer: